Quadrilha de estelionatários que prometia dinheiro fácil é presa

Mais de mil pessoas foram enganadas por uma quadrilha de estelionatários que agia em todo o país. Os seis acusados do crime foram presos nesta terça-feira, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Wagner Geraldo Silva, de 42 anos, conhecido como Waguinho, aplicava golpes em nome do Banco Continental Finasa, de empréstimo pessoal. 

A quadrilha prometia dinheiro rápido e sem burocracia. O anúncio de jornal atraiu milhares de pessoas. A quadrilha oferecia empréstimos com juros inferiores aos praticados no mercado. Por telefone, as vítimas davam os dados e recebiam um depósito na conta bancária. 

Em seguida, depositavam para os estelionatários 5% do valor, equivalente a um seguro. O montante era imediatamente resgatado pela quadrilha, e só depois as vítimas percebiam que o dinheiro depositado em suas contas era na verdade cheques roubados ou sem fundos. 

A polícia calcula que mais de 1.200 caíram no golpe em todo o país nos últimos três meses. Muitas foram vítimas duas vezes: primeiro por terem feito depósitos em nome de alguém ligado à quadrilha. Além disso, os estelionatários aproveitaram os dados pessoais delas, como CIC e o RG, para abrir contas e movimentar o dinheiro recebido. 

Os moradores de Lagoa da Prata, no interior de Minas Gerais, enganados, procuram uma rádio local para reclamar. O locutor da estação conversou, então, com Wagner Geraldo Silva, chefe da quadrilha, que estava em Santo André. No diálogo, o estelionatário foi irônico: "Põe aí bem alto, em FM, que o pessoal caiu no golpe aí, tá bom? Põe na rádio aí, não pode fazer nada, manda procurar os direitos". 

Foram três meses de investigação até que policiais de São Bernardo localizaram o bando. Wagner foi preso junto com a mulher e mais quatro pessoas do bando. Com eles, a polícia apreendeu até o livro de contabilidade. A polícia espera obter mais informações com a abertura dos computadores. 

De acordo com o delegado Marco Antonio de Paula, quem sofreu o golpe tem que “procurar a polícia porque, como esse, existem outros grupos dando esse golpe. À medida que as informações vão chegando isso possibilita à polícia chegar a esses grupos criminosos. E a população não deve se enganar com esse tipo de publicação".

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