Polícia Civil faz operação de combate a fraudes em venda de produtos pela internet
Policiais da Delegacia de Defraudações (DDEF) realizam, nesta quarta-feira, uma operação para combater fraudes na venda de produtos pela Internet, que somam quase R$1,2 milhão. Os policiais apreenderam até o momento computadores, documentos e conduziram duas pessoas para prestar depoimento na Cidade da Polícia.
Os agentes identificaram mais de 600 anúncios fraudados e a utilização irregular de mais de três mil etiquetas de códigos de barra. Ao todo, 20 pessoas estão sendo investigadas e poderão ser indiciadas por estelionato, falsidade ideológica e associação criminosa. Uma delas é o dono de uma agência dos Correios no Centro de Japeri, na Baixada Fluminense, onde os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão. Oito envolvidos estão ligados diretamente à agência, como funcionários e parentes deles.
Além disso, a operação cumpre mandados expedidos pela 1ª Vara Criminal de Japeri em quatro endereços residenciais e investiga outras 12 pessoas do Rio por postarem anúncios na Internet e emitirem códigos de barra de forma fraudulenta. A Delegacia de Defraudações ainda trabalha para identificar outros envolvidos no esquema.
A quadrilha anunciava no site Mercado Livre produtos de baixos valores, como esmaltes a R$ 1,99. Quando a compra era realizada, uma etiqueta com código de barras era gerada para envio pelos Correios. Os criminosos, então, cancelavam a venda e usavam a etiqueta já emitida pelo sistema para enviar produtos maiores e mais caros, como móveis. A agência dos Correios envolvida no esquema cobrava, então, do site, o excesso de peso da mercadoria postada, conforme previsto em contrato. Em alguns casos, os criminosos se cadastravam no site como vendedores, utilizando informações falsas. Os estelionatários anunciavam produtos e depois eles mesmos compravam essas mercadorias, apenas para gerar as etiquetas.
— Identificamos casos em que a conexão de internet usada para anunciar um produto foi a mesma utilizada para efetuar a compra dessa mercadoria, mostrando que venda e compra foram feitas pela mesma pessoa — explicou a delegada da Defraudações, Patrícia de Paiva Aguiar.

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